13/09/2017 às 14h46min - Atualizada em 13/09/2017 às 14h46min

Raimundo Lira revela nomes do PMDB indicados para a CPMI da JBS

Por ser a maior bancada do Senado, o PMDB tem direito a dez cadeiras na comissão: sendo cinco titulares e outros cinco suplentes

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O PMDB fechou as indicações para a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS. O líder do PMDB, senador Raimundo Lira, acabou de divulgar a relação: senador João Alberto, do Maranhão; senador Airton Sandoval, de São Paulo; e o senador Hélio José, do Distrito Federal. Outro nome ainda será indicado nesta tarde.

Os suplentes indicados são Romero Jucá, de Roraima; Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul; senador Dario Berger, de Santa Catarina; e o senador Elmano Férrer, do Pauí.

Lira disse que a CPMI, uma comissão mista entre Câmara e Senado, garantirá a transparência no processo e o Congresso Nacional cumpre o seu papel. “Esse é o fórum mais aberto e mais transparente do país”, disse Lira.

Por ser a maior bancada do Senado, o PMDB tem direito a dez cadeiras na comissão: sendo cinco titulares e outros cinco suplentes. Segundo Raimundo Lira, as indicações foram feitas de forma a fazer uma boa distribuição geográfica, com parlamentares de diversos estados.

Raimundo Lira explicou, ainda, que atrasou em uma semana as indicações pelo critério adotado por ele para a escolha. “Eu converso com cada um dos senadores, se eles querem participar, se eles estão dispostos a participar”, explicou Lira, que também esteve doente na semana passada e ficou alguns dias de repouso.

Depois de quatro meses parada, a comissão foi instalada na última semana. A criação da CPMI andou logo depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou a abertura de investigação para apurar possíveis irregularidades nas negociações da colaboração firmada com o Ministério Público. 

Na primeira sessão, parlamentares colocam em votação requerimentos para ouvir autoridades na condição de convite ou convocação. Entre os que devem ser chamados a prestar esclarecimentos estão Janot, o ex-procurador Marcelo Miller, os irmãos Joesley e Wesley Batista, o empresário Ricardo Saud (um dos delatores da JBS) e dois ex-presidentes do BNDES: Luciano Coutinho e Demian Fiocca. 

A CPMI da JBS é vista no Congresso como um instrumento para apurar irregularidades envolvendo o frigorífico e, com isso, invalidar provas que os delatores apresentaram ao Ministério Público Federal contra políticos.

As informações repercutiram no programa rádio verdade da Arapuã.

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