07/11/2016 às 09h32min - Atualizada em 07/11/2016 às 09h32min

Câncer de próstata: Pesquisa prevê 1.040 casos na Paraíba até o final do ano

Assessoria Hapvida

O câncer continua a ser um problema mundial e o câncer de próstata é o segundo mais recorrente entre os homens. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), são esperados 61 mil casos do câncer de próstata até o final de 2016. Na Paraíba, a pesquisa indicou que 1.040 homens podem ter a doença e, destes, 190 casos seriam em João Pessoa.

Neste mês, a campanha mundial Novembro Azul, criada em 2008 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, visa esclarecer a população acerca dos mitos da doença e estimular o exame como forma de prevenção do câncer de próstata, o que continua a ser um tabu entre os homens. De acordo com o urologista do sistema Hapvida Saúde, Osório Abath, este é um dos principais fatores da mortalidade em decorrência da doença. “Um dos maiores problemas é o preconceito dos homens em relação ao exame de toque, que continua sendo o meio mais eficaz na descoberta do tumor”, explica.

No início, este tipo de câncer não apresenta sintomas significativos que possam ser associados a ele, o que pode causar uma descoberta tardia da doença. Segundo o urologista, o diagnóstico precoce garante que os homens tenham quase 100% de chance de cura. Por causa disso, a recomendação médica é que os homens com casos de câncer de próstata na família comecem a fazer os exames a partir dos 40 anos. Já os que não se encaixam nesse perfil podem aguardar até os 45 anos.

Após a descoberta do tumor, é preciso fazer o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) e, posteriormente, a biópsia, que confirmará ou não a doença. O tratamento deste câncer pode ser feito através de radioterapia, que queimará o tumor, ou cirurgia, com retirada da próstata. O urologista explica que, depois do procedimento cerca de 20% dos homens podem ter impotência - que pode ser resolvida com uma prótese peniana-, ou incontinência urinária.

“A próstata tem um hormônio dependente e é desenvolvida pela testosterona. Com a retirada desse hormônio, a próstata atrofia, sendo esse um dos passos básicos no tratamento da doença, mas que pode causar a perda do desejo sexual”, afirma o médico. No entanto, Osório Abath esclarece que, depois dos 40 anos, é normal que haja uma elevação nos níveis desse hormônio e, por consequência, um crescimento da próstata. Dependendo do tamanho que atinja, isso pode causar problemas urinários, mas nem sempre é sinal de que o homem está com câncer.

 

 

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