03/01/2017 às 09h56min - Atualizada em 03/01/2017 às 09h56min

Coremas e Mãe D'água têm maiores perdas de água na Paraíba em 2016

G1

 

Entre os oito principais reservatórios de água que abastecem as cidades da Paraíba, os açudes Coremas e Mãe D'água, no Sertão paraibano, foram os que tiveram perdas de água em litros e percentual, durante todo o ano de 2016. Os dados são da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) e mostram que, em um ano, juntos eles perderam 91,689 milhões de metros cúbicos água.

Segundo os dados da Aesa, o Açude Coremas, no Sertão paraibano tem capacidade para 591,646 milhões de metros cúbicos. Ele começou 2016 com 59,193 milhões (10%). Passado um ano, o reservatório está com 14,901 milhões (2,5%), tendo uma redução de 44,292 milhões (7,4%).

Já o açude Mãe D'água, que forma complexo com o açude de Cores, começou 2016 com 79,842 (14%) milhões de metros cúbicos de água e em um ano perdeu 47,397 (8,3) milhões, chegando ao volume de 32,445 (5,7%). O reservatório tem capacidade para armazenar 567,999 milhões de m³.

Também em uma situação complicada, o acude Epitácio Pessoa, conhecido como Açude de Boqueirão, no Cariri paraibano, teve uma perda de 31,913  (7,7%) milhões de metros cúbicos de água, em um ano. Em 1º de janeiro de 2016 o açude estava com 51,557 (12,5%). Passado um ano, o volume caiu para 19,744 (4,7%). O manancial tem uma capacidade máxima para armazenar 411,686 milhões de metros cúbicos de água. Ele abastece Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano.

O açude Argemiro de Figueiredo, conhecido como barragem de Acauã, em Itatuba, no Agreste do Estado, tem capacidade máxima para 253 milhões de metros cúbicos de água. Em 2016, o açude teve uma perda de 14,224 (5,6%) milhões de metros cúbicos. Em 1º de janeiro de 2016 ele estava com 33,624 (13,2%) milhões de metros cúbicos. Passado um ano, ele está com 19,400 (7,6%) milhões.

O açude Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras no Sertão paraibano, tem uma capacidade máxima para 255 milhões de metros cúbicos de água. No primeiro dia do ano de 2016, o manancial estava com 16,679 (6,5%) milhões de metros cúbicos e, em um ano, o volume caiu para 12,852 (5%), o que representou uma queda de 3,827 (1,5%) no volume.

Melhor situação
Em uma situação bem mais segura que os demais reservatórios do estado, o açude Gramame, no Conde, Litoral sul da Paraíba, começou 2016 com 45,948 (80,6%) milhões de metros cúbicos de água. Em um ano, o volume caiu para 41,709 (73,2%), tendo uma perda de 4,239 milhões (7,4%). Apesar disso, entre o dia 10 de maio e o dia 25 de junho de 2016, o manancial permaneceu sangrando sem parar. O manancial tem capacidade para armazenar 56,937 milhões de metros cúbicos de água.

Alívio na crise
Amenizando a situação caótica das cidades do sertão Paraibano, p açude de São Gonçalo, em Sousa, começou 2017 bem melhor que o ano anterior. No primeiro dia de 2016 o manancial estava com apenas 1,286 (2,8%) milhão de metros cúbicos de água. A última medida anunciada pela Aesa, em 29 de dezembro de 2016, mostrava que açude estava com 13,029 (29,2%), tendo um aumento de 11,734 (26,3%) milhões.

No Sertão paraibano, o açude Lagoa do Arroz, em Cajazeiras, registrou um aumento no volume de água. No intervalo de um ano, índice mais que dobrou. Em janeiro de 2016 o volume do açude era de apenas 4,522 (5,6%) milhões de metros cúbicos de água. Já no primeiro dia de 2017, o volume era de 10,095 (12,5%). O aumento foi de 5,573 (6,9%).

 

 

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