11/01/2017 às 09h51min - Atualizada em 11/01/2017 às 09h51min

Prefeito, vice e cinco vereadores de Triunfo ‘se rendem’ e tomam posse para não perder os cargos

Uma nova eleição poderia ser convocada no município se os eleitos não tomassem posse até esta terça (10)

Blog do Gordinho

 

Depois de nove dias da data oficial para os eleitos tomarem posse, o prefeito, a vice-prefeita e os cinco vereadores da bancada governista de Triunfo foram finalmente empossados nos cargos. Um imbróglio envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores estava inviabilizando o prefeito Zé Mangueira (PTB) e a vice Tilene Gonçalves de assumirem o controle do município.

Leia também: Impasse na Câmara de Vereadores impede prefeito de Triunfo de tomar posse e cidade fica sem comando

O impasse começou com uma mudança no Regimento Interno da Câmara, que alterou o prazo de inscrição da chapa para concorrer à presidência da Casa. Enquanto a bancada governista acusa a oposição de fraude processual na tramitação da matéria – e por isso se recusava a tomar posse na Câmara – a oposição, que é minoria, garante que a situação perdeu o prazo por puro esquecimento.

Desde o último dia 1º, a oposição vem realizando sessões diariamente para empossar todos os eleitos, entretanto, apenas na última segunda-feira (9), com receio de que fossem convocadas novas eleições no município, os cinco vereadores da base compareceram à sessão para tomar posse, eleger a Mesa e empossar prefeito e vice. O prazo de 10 dias para a posse dos gestores eleitos é estabelecido na Lei Orgânica do Município, que também prevê prazo máximo de 15 dias para vereador.

Neste período, os vereadores da base chegaram a realizar uma sessão especial no prédio do Centro de Referência da Assistência Municipal (Cras) do município para empossar o prefeito, mas o vereador Fagner Nóbrega, eleito presidente da Casa para o primeiro biênio, informou que a sessão infringiu o Regimento Interno da Casa e foi considerara irregular pela Justiça.

O vereador também informou que a base de sustentação do prefeito chegou a entrar com um mandato de segurança para conseguir a chave do prédio da Câmara Municipal, que estava sob sua posse, mas foi indeferido pela Justiça. “Então nós também entramos na Justiça para pedir a suspensão da sessão realizada no Cras, o que a juíza concedeu e me deu plenos poderes para continuar como presidente interino da Mesa, já que eu fui o vereador mais votado”, explicou.

Além dele, o vereador Dirceu Batista, também da oposição, foi eleito presidente da Câmara para o segundo biênio.

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