São Paulo — Diante das críticas ao plano de adotar conteúdo 100% digital nas aulas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio nas escolas paulistas, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou neste sábado (5/8) que o governo também vai oferecer material didático impresso para os alunos da rede estadual.

A Secretaria Estadual da Educação, comandada por Renato Feder (ao lado de Tarcísio na foto), havia anunciado o plano na última terça-feira (1º/8). A medida foi muito criticada por professores e alunos ouvidos pelo Metrópoles, que citam a falta de infraestrutura das escolas e defendem que o material impresso é uma ferramenta importante para guiar os estudos.

“Nós vamos encadernar esse material e entregar ele também impresso, encadernado. Ou seja, se o aluno quiser estudar digitalmente ele vai poder, se ele quiser estudar no conteúdo impresso, no caderno, ele também vai ter essa opção. As duas opções vão estar disponíveis”, disse Tarcísio neste sábado, em visita a Biritiba Mirim, na Grande São Paulo.

Na última quinta-feira (3/8), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um inquérito civil para investigar a decisão do governo Tarcísio de recusar livros didáticos nas escolas estaduais a partir do 6º ano. A gestão estadual optou por abrir mão de R$ 120 milhões que teria direito de receber pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação (MEC).

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O plano inicial da secretaria era suspender o uso de livros impressos na rede para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, substituindo os materiais didáticos por conteúdos digitais. Para os alunos de anos iniciais, o material digital teria o suporte físico.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Renato Feder disse que o conteúdo digital teria elementos diferenciados para o aprendizado, como imagens 3D e jogos, e que a aula seria uma “grande TV”. “A aula é uma grande TV, que passa os slides em Power Point, alunos com papel e caneta, anotando e fazendo exercícios. O livro tradicional, ele sai”, disse o secretário ao jornal.

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Por Metrópoles

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