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A instabilidade no Iêmen atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (7), com o Aeroporto Internacional de Áden tornando-se alvo de uma ofensiva coordenada por mísseis balísticos e drones carregados com explosivos. O ataque, atribuído aos houthis, grupo alinhado ao Irã, ocorreu momentos antes da aterrissagem de uma aeronave comercial procedente do Cairo, forçando as autoridades locais a desviar o voo para Jeddah e evacuar a pista por precaução.
O episódio reflete a escalada da violência em múltiplas frentes, ocorrendo simultaneamente a manobras militares intensas em todo o território iemenita. Enquanto a infraestrutura crítica de Áden sofria a investida, a coalizão liderada pela Arábia Saudita reportava a interceptação de artefatos balísticos em território saudita, evidenciando a dimensão regional do embate.
Ameaça balística e logística aérea
O Aeroporto Internacional de Áden, fundamental por ser a principal porta de entrada para as regiões sob controle do governo iemenita, foi colocado em estado de alerta máximo. A queda de um projétil nas proximidades da pista de pouso interrompeu a rotina operacional, gerando um cenário de incerteza para a aviação civil na região.
O Ministério dos Transportes do Iêmen confirmou a gravidade da situação, destacando a retirada imediata de aeronaves que estavam em solo para evitar danos maiores. Até o momento, o grupo houthi não emitiu comentários oficiais sobre a operação específica contra o terminal aeroportuário.
Ofensiva militar na costa do Mar Vermelho
A ofensiva contra o aeroporto coincide com uma contraofensiva estratégica das forças governamentais, apoiadas pela coalizão saudita. O objetivo central das tropas é retomar o controle da costa do Mar Vermelho, uma área de importância geopolítica vital próxima ao estreito de Bab el-Mandeb e à cidade de Mocha.
As forças do governo iemenita têm buscado expulsar os rebeldes de territórios conquistados no mês anterior. A manobra militar visa garantir a segurança das rotas marítimas e enfraquecer as posições dos houthis, que mantêm uma presença persistente na região costeira.
Confrontos transfronteiriços com a Arábia Saudita
A dinâmica do conflito estende-se para além das fronteiras do Iêmen, com a Arábia Saudita enfrentando ataques recorrentes. A coalizão liderada pelos sauditas relatou a destruição de um míssil balístico ao norte de Riad, além de interceptações próximas à cidade de Khamis Mushait, no sudoeste do país.
O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, declarou publicamente que o grupo realizou ataques contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid e bases aéreas estratégicas. Embora a coalizão monitore plataformas de lançamento em Sanaa, a situação permanece fluida, com relatos divergentes sobre a extensão dos danos causados pelas operações aéreas e terrestres em solo saudita. Para mais detalhes sobre o histórico do grupo, consulte a análise sobre a origem dos houthis.
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