© Paulo Jose/CBDU/Direitos Reservados
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Laura Paiva, aos 25 anos, celebrou uma despedida memorável dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), sagrando-se tricampeã na categoria até 49kg do taekwondo. A competição, sediada em Natal, teve um significado especial para a atleta, que pôde contar com o apoio fervoroso de familiares e amigos.

“Participo dos JUBs desde 2019. Fechei um ciclo com chave de ouro, sou tricampeã, e tive a torcida dos meus pais e colegas de treino. Não há sensação melhor”, comemorou Laura.

Além do notável desempenho esportivo, Laura concilia uma intensa rotina acadêmica e profissional. Formada em Geografia, atualmente cursa o sexto período de Pedagogia e o primeiro período do mestrado em Geografia, ambos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Paralelamente, atua como professora em uma escola pública na comunidade quilombola de Coqueiros, no município de Ceará Mirim.

“Não é fácil, e acredito que só consigo fazer tudo isso por ter uma rede de apoio. Meus pais estão sempre presentes, e meu companheiro me acompanha em todos os momentos. Sem eles, seria impossível”, explica.

Apesar dos desafios para equilibrar todas as atividades, Laura considera a prática esportiva essencial para sua vida. “A mente do atleta é diferenciada. Praticamos não por um resultado financeiro, mas pelo que sentimos, pelo que queremos alcançar, pelos sonhos. Quando colocamos algo na cabeça, vamos atrás daquilo que queremos. Consigo conciliar a vida esportiva e acadêmica por causa do esporte”, revela.

O entusiasmo de Laura pelo esporte contagiou seus alunos, que passaram a enxergar o esporte como parte fundamental do desenvolvimento humano. A atleta iniciou um projeto de taekwondo na escola onde leciona, e mais de 25 alunos se classificaram para a fase final dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jerns).

“Ver o empenho desses alunos, que vêm de uma escola pública rural dentro de uma comunidade quilombola, é gratificante. Eles vivenciam a prática esportiva para além das redes sociais e telas, que são tão comuns entre os adolescentes”, conclui Laura.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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