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Bolsas europeias recuam pressionadas por ataques dos Houthis e inflação

Bolsas europeias fecham em queda com alta do petróleo após ataques dos Houthis e cautela com a política monetária do Banco Central Europeu.

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  • As principais bolsas europeias encerraram o pregão desta quinta-feira (8) em terreno negativo.
  • O movimento de queda foi impulsionado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após novos ataques dos Houthis contra a Arábia…
  • Além do cenário externo, o mercado reagiu com cautela à alta dos rendimentos dos títulos soberanos e à divulgação da ata do…
Bolsas europeias recuam pressionadas por ataques dos Houthis e inflação
Reuters

As principais bolsas europeias encerraram o pregão desta quinta-feira (8) em terreno negativo. O movimento de queda foi impulsionado pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após novos ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita, o que provocou uma disparada imediata nos preços do petróleo.

Além do cenário externo, o mercado reagiu com cautela à alta dos rendimentos dos títulos soberanos e à divulgação da ata do BCE (Banco Central Europeu). O documento reforçou que os riscos inflacionários permanecem elevados, mantendo a pressão sobre os ativos de maior risco, especialmente nos setores bancário e de tecnologia.

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Impacto dos ataques e política monetária nas bolsas europeias

A instabilidade geopolítica gerou um efeito imediato nas commodities, beneficiando o setor de energia, mas prejudicando o sentimento geral do mercado. Enquanto as petrolíferas registraram ganhos expressivos, como a Shell e a BP, que avançaram 3,6% e 3,8% em Londres, respectivamente, o restante do mercado sofreu com a aversão ao risco.

A ata do BCE indicou que os riscos para a inflação continuam inclinados para cima, sustentados pela persistência do choque energético. Esse tom cauteloso, somado à alta dos juros, pressionou as instituições financeiras. Em Milão, o UniCredit caiu 3,2%, enquanto o Santander recuou 2,5% em Madri e o Société Générale perdeu 2,6% em Paris.

Desempenho setorial e indicadores industriais

O setor de tecnologia foi um dos mais afetados pela liquidação de papéis, refletindo um movimento global de ajuste. A Infineon cedeu 3,4% e a STMicroelectronics recuou 3,6%, acompanhando a desvalorização de empresas ligadas à Inteligência Artificial. A Siemens também registrou queda de 2,5% na bolsa de Frankfurt.

A fragilidade da indústria também esteve em foco após dados mostrarem que as exportações alemãs caíram 0,8% em agosto, o pior resultado desde novembro de 2025. Segundo análise do ING, os números enfraquecem a percepção de resiliência da economia alemã, embora especialistas como Mark Haefele, do UBS Wealth Management, sugiram que a melhora dos lucros corporativos possa amortecer os impactos dos juros elevados.

Fechamento dos índices nos mercados regionais

O desempenho foi majoritariamente negativo entre os principais índices do continente:

  • FTSE 100 (Londres): queda de 0,16%, a 10.441,60 pontos.
  • DAX (Frankfurt): recuo de 1,12%, a 24.823,05 pontos.
  • CAC 40 (Paris): perda de 0,51%, a 7.729,69 pontos.
  • FTSE MIB (Milão): baixa de 1,35%, a 49.297,88 pontos.
  • Ibex 35 (Madri): queda de 0,78%, a 18.969,20 pontos.

Na contramão do movimento geral, o PSI 20, em Lisboa, conseguiu encerrar o dia com uma leve alta de 0,15%, atingindo 9.347,56 pontos, impulsionado pela valorização da Galp, que subiu 3,8%.

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