O Brasil inaugurou neste sábado (17) o Pavilhão Brasil na Sial (Salão Internacional da Alimentação) Paris 2026, na França, marcando a maior participação do país na história do evento. A delegação nacional é composta por 156 empresas divididas em oito pavilhões, com um aporte financeiro estimado em aproximadamente R$ 28 milhões para fortalecer a presença internacional e diversificar os destinos comerciais.
A cerimônia de abertura reuniu autoridades governamentais, líderes produtivos e representantes de cooperativas voltadas à agricultura familiar. O projeto de expansão internacional é coordenado pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que atua em conjunto com organizações estratégicas como a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).
Estratégia comercial diante de barreiras tarifárias
Durante o evento inicial, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, enfatizou a relevância da diplomacia comercial em um cenário marcado por desafios sanitários e barreiras tarifárias. De acordo com o gestor, dezenas de empresas integradas à delegação buscam ativamente novos destinos para escoar a produção diante dos impactos gerados por tarifas comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos.
Müller destacou que a feira apresenta alcance global e atrai compradores de todas as regiões do planeta, tornando-se o ambiente ideal para consolidar a imagem dos produtos brasileiros. A articulação conjunta entre o setor privado e o governo também tem impulsionado a expansão das vendas para mercados consolidados e emergentes, como China, Índia e nações europeias.
Protagonismo e expansão da agricultura familiar
Pela primeira vez, a comitiva brasileira conta com a presença expressiva de 14 cooperativas da agricultura familiar, que exibem a riqueza da sociobiodiversidade nacional para potenciais parceiros estrangeiros. O espaço permite que pequenos produtores apresentem itens regionais exclusivos a compradores internacionais.
A vice-presidente da Unicafes (União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária), Fátima Torres, pontuou que a vitrine internacional representa uma oportunidade concreta para elevar a renda no campo. Entre os itens apresentados estão castanhas variadas, pequi e mercadorias típicas do Cerrado e de outros biomas brasileiros.
Expectativas econômicas e projeções de negócios
A meta estabelecida pela organização do evento é alcançar um volume expressivo de negociações imediatas e contratos futuros durante a feira, que permanece aberta ao público até quarta-feira (21) na capital francesa. A iniciativa reforça o papel do agronegócio nacional na pauta de comércio exterior.
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