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Uso de bicicleta na Maratona de Berlim resulta em desclassificação de influenciadora chinesa

Influenciadora chinesa é desclassificada da Maratona de Berlim após ser flagrada usando bicicleta durante o percurso da prova de 42 km.

Uso de bicicleta na Maratona de Berlim resulta em desclassificação de influenciadora chinesa
Reprodução / X

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A influenciadora chinesa Sun Yuanyuan, conhecida digitalmente como Abeeeer, foi oficialmente desclassificada da Maratona de Berlim. A decisão ocorreu após a atleta, de 30 anos, ser flagrada utilizando uma bicicleta durante parte do percurso da prova, que possui 42,195 quilômetros. O caso ganhou repercussão internacional ao ser confirmado que a corredora, que havia finalizado o trajeto em 4h53min46s, tentou validar o tempo como um recorde pessoal.

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Evidências e análise de desempenho na Maratona de Berlim

As suspeitas sobre a integridade da prova surgiram após a análise de dados pela Official Marathon Time Integrity Unit (OMTIU). O grupo, especializado em monitorar irregularidades em competições de corrida, detectou uma anomalia estatística no ritmo da influenciadora. Entre os quilômetros 35 e 40, ela registrou uma parcial de 30min49s, superando em seis minutos o desempenho dos cinco quilômetros anteriores.

A discrepância nos números coincidiu com registros visuais enviados por outros participantes à organização. As imagens mostram Sun Yuanyuan sendo transportada na garupa de uma bicicleta próximo ao quilômetro 38. A combinação entre o material fotográfico e as parciais de tempo foi determinante para que a organização invalidasse o resultado da corredora.

Admissão de culpa e pedido de desculpas

Após a exposição do caso, a influenciadora utilizou a plataforma chinesa RedNote, onde possui mais de 500 mil seguidores, para se manifestar. Em uma declaração pública, ela reconheceu a violação das normas da Maratona de Berlim e admitiu ter ocultado o uso do veículo ao divulgar o tempo final da prova.

Sun justificou o comportamento alegando que se sentia mal fisicamente durante a competição, mas classificou sua atitude como desonesta. A corredora expressou arrependimento pelo ocorrido, ressaltando que o uso da bicicleta feriu o espírito esportivo e as regras fundamentais da maratona.

Consequências comerciais e histórico de fraudes

O impacto do episódio ultrapassou a esfera esportiva. A Brooks China, marca de artigos esportivos que mantinha uma parceria comercial com a influenciadora, anunciou o encerramento imediato do contrato. A empresa justificou a rescisão citando o compromisso com a integridade e a ética no esporte.

O caso de Sun Yuanyuan remete a episódios históricos de irregularidades em maratonas, como o ocorrido em 1979 com a americana Rosie Ruiz. Na ocasião, Ruiz foi acusada de utilizar o metrô para encurtar o trajeto da Maratona de Nova York, um dos precedentes mais notórios de fraude em competições de longa distância.

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