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Há 95 anos, João Suassuna, ex-presidente da Paraíba, foi brutalmente assassinado em uma emboscada no Rio de Janeiro. O crime intensificou a atmosfera de violência e injustiça que marcou o ano de 1930.

Nascido no Sertão, Suassuna é lembrado como um homem de sensibilidade e profundo apreço pela natureza. Sua ligação com a terra e o conhecimento popular o aproximavam da sabedoria dos profetas, dos cantadores e da coragem dos vaqueiros sertanejos.

O pai de Ariano Suassuna dedicou sua vida a melhorar as condições no interior. Buscava justiça, valorizava a cultura local e sonhava com o desenvolvimento da região. Sua trajetória, interrompida aos 44 anos, o destacou pelo respeito ao próximo.

Criado em um ambiente marcado pela seca e pela caatinga, João Suassuna acreditava na transformação daquele cenário para proporcionar uma vida melhor à população.

Sua memória permanece viva através de seus feitos e do legado de sua família. Sua história, moldada pelo caráter e pela fé, resiste ao silêncio.

Mesmo adversários políticos reconheceram sua importância. José Américo de Almeida, décadas após os eventos de 1930, descreveu Suassuna como uma “vítima inocente no mais monstruoso dos atentados”.

Raquel de Queiroz o considerava um político desinteressado, destacando que “viveu como um herói e morreu como um guerreiro”, repetindo o que ouvia de seu pai sobre os acontecimentos de 1930.

Em um período de conflitos e busca pelo poder, poucos amigos permaneceram ao lado de João Suassuna. Entre os que reconheceram sua bravura e lealdade à Paraíba, destaca-se Alcides Carneiro, que, apesar de defender a revolução de 1930, admitiu que ela “nasceu maculada com o sangue de um inocente”.

Ariano Suassuna também o homenageou, resgatando sua memória e seu legado. Espera-se que a Paraíba reconheça e valorize este filho esquecido, integrando-o à galeria dos cidadãos íntegros.

Fonte: www.maispb.com.br

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