A Polícia Civil do Ceará (PCCE) concluiu o inquérito policial que investigava a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, ocorrida em setembro deste ano. O desfecho da apuração resultou no indiciamento de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da jovem, pelos crimes de violência psicológica e fraude processual.
O caso, que gerou repercussão após a morte da universitária em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, teve seus detalhes revelados pela corporação nesta quarta-feira (7). O procedimento investigatório foi formalmente remetido ao Poder Judiciário no final de setembro, encerrando uma fase intensa de coleta de provas e depoimentos.
Detalhes da investigação e perícia técnica
A elucidação do caso contou com um esforço multidisciplinar que envolveu a atuação de 22 peritos e auxiliares da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Foram produzidos 17 laudos técnicos, incluindo exames de necropsia, toxicológicos, análises de DNA, papiloscopia e perícias em dispositivos tecnológicos.
A análise de material audiovisual foi um dos pilares da investigação, com o exame minucioso de cerca de 700 vídeos captados por câmeras de segurança do condomínio e de áreas adjacentes. Segundo a Agência Brasil, a conclusão pericial apontou que a morte da estudante foi decorrente de uma precipitação voluntária.
Prisão e instrução criminal
Como medida para assegurar a integridade da instrução criminal, a Polícia Civil efetuou a prisão preventiva de João Munhoz Neto em 22 de setembro, em Fortaleza. A detenção ocorreu após a coleta de evidências que, segundo a autoridade policial, justificavam a necessidade de garantir que o processo seguisse sem interferências.
Durante as diligências, foram ouvidas 29 pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e funcionários do edifício onde o casal residia. Dispositivos eletrônicos e celulares também foram apreendidos e submetidos a perícia para a extração de dados relevantes para o inquérito.
Contexto da denúncia e assistência
O indiciamento por violência psicológica reflete uma preocupação crescente das autoridades com o monitoramento de situações de abuso em relacionamentos. A defesa de João Munhoz Neto não retornou aos contatos realizados para comentar as acusações até o momento da publicação desta reportagem.
Para casos de violência doméstica, o governo mantém canais de denúncia ativos e sigilosos. O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, oferecendo suporte especializado. Além disso, denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail [email protected], ou presencialmente em delegacias especializadas e nas Casas da Mulher Brasileira.
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