A segunda fase da Operação Polaridade da Polícia Federal cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. A finalidade é investigar um esquema criminoso estruturado na aquisição ilegal de armas de fogo e munições destinadas a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, conhecidos como CACs.
As ordens judiciais expedidas pela Justiça Federal foram cumpridas em municípios do estado do Rio de Janeiro, com o apoio logístico e operacional da Corregedoria da Polícia Militar. Entre os alvos da investida policial estão agentes das forças de segurança da ativa.
Alvos e apreensões durante a operação policial
As medidas judiciais tiveram como foco dois policiais militares da ativa e um militar da Marinha do Brasil. Este último acabou sendo autuado e preso em flagrante delito devido à posse irregular de armamento em sua residência, além de outros suspeitos investigados por integrarem o esquema de facilitação administrativa.
Durante as diligências realizadas nos endereços vinculados aos investigados, as equipes recolheram diversos artefatos bélicos e materiais eletrônicos. Foram apreendidos sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, que passarão por exames periciais no âmbito da Polícia Federal para verificar a origem e eventuais registros fraudulentos.
Esquema de corrupção e liberação de processos
De acordo com os elementos apurados pelas autoridades competentes, o esquema criminoso funcionava mediante pagamentos indevidos realizados por pessoas interessadas em obter autorizações oficiais. Os valores eram repassados diretamente a um funcionário terceirizado.
O objetivo do pagamento de propina era garantir a liberação irregular dos respectivos processos administrativos para o registro de armamentos. Toda essa tramitação ocorria em total desacordo com a legislação vigente, motivando a nova etapa de repressão qualificada da investigação federal.
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