O município de São Bento, na Paraíba, registrou uma receita total de R$ 157.180.497,09 até o dia 30 de setembro de 2025. Esse montante expressivo, somado ao aumento anual na arrecadação de impostos estaduais e municipais e aos repasses federais, coloca a cidade em um patamar de receitas crescentes.
Um exemplo notável são os recursos destinados à Saúde pela Fundação Nacional de Saúde (FNS). São Bento recebeu R$ 19.821.237,59 em repasses federais para a área, dos quais R$ 218.751,00 foram especificamente direcionados à Farmácia Básica municipal.
Reclamações Persistentes sobre a Falta de Medicamentos
Apesar da elevação contínua das receitas e dos repasses específicos para a saúde, parte da população de São Bento relata enfrentar problemas em serviços básicos essenciais, com foco na Farmácia Básica do município.
As reclamações, que se arrastam por alguns anos, apontam para a falta de medicamentos cruciais. Entre os itens mais citados pela população estão:
- Fitas para aplicação de insulina;
- Medicamentos para controle de pressão arterial, que, segundo relatos, custam em média R$ 4,00 em farmácias privadas, mas estão indisponíveis para a população no serviço público;
- Tiras Reagentes de Glicose, com caixas contendo 50 unidades avaliadas em cerca de R$ 37,00 no comércio.
As queixas sobre a escassez desses insumos, fundamentais para o tratamento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, permanecem ativas, mesmo com a mudança de endereço da Farmácia Básica e as promessas recorrentes de solução durante os períodos de campanha eleitoral.
O Cenário Histórico da Gestão
A situação na Farmácia Básica de São Bento, marcada pela continuidade das reclamações de desabastecimento, persiste independentemente das alternâncias de gestão municipal. De acordo com informações levantadas, “entra ano, sai ano, entra prefeito e sai prefeito”, e o problema da falta de medicamentos se mantém.
A contradição observada reside no contraste entre o crescimento dos recursos financeiros da prefeitura — com receitas arrecadatórias, repasses federais e impostos em patamares recordes anuais — e a ineficácia em garantir o fornecimento contínuo e adequado de itens básicos de saúde para os moradores.