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Soja recua em Chicago pressionada por excesso de óleo vegetal no mercado global
O mercado de commodities agrícolas registrou um dia de ajustes na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (07). O contrato de soja para novembro encerrou o pregão com queda de 0,42%, cotado a US$ 12,97 por bushel, refletindo uma dinâmica complexa entre a oferta de derivados e a competição internacional por espaço nas exportações.
A pressão sobre os preços da oleaginosa tem origem direta no mercado de óleos vegetais. Segundo dados da Royal Rural, o aumento expressivo nos estoques de óleo de palma na Malásia tem gerado um efeito cascata. A estimativa é que os estoques malaios alcancem 3,45 milhões de toneladas em setembro, um salto frente aos 2,82 milhões registrados ao final de agosto, impulsionado por uma produção crescente e um ritmo de exportação que recuou cerca de 12%.
Competitividade e o esmagamento da oleaginosa
A abundância de óleo de palma, que compete diretamente com o óleo de soja nos mesmos mercados consumidores, força um ajuste de preços para baixo. Esse cenário de oferta elevada ocorre em um momento em que grandes produtores globais, como Brasil, Argentina e Estados Unidos, mantêm um ritmo acelerado de esmagamento de soja, elevando a disponibilidade tanto de óleo quanto de farelo.
A estratégia dos operadores tem sido realizar a venda do óleo, devido à pressão de preços, enquanto buscam posições compradas no farelo de soja. O farelo mantém sustentação sustentada pela demanda firme de proteína para alimentação animal, especialmente com a Europa ampliando as compras de fornecedores sul-americanos e norte-americanos.
Perspectivas para milho e trigo
O mercado de milho também sentiu o peso da oferta, com o contrato para dezembro recuando 1,18% para US$ 5,02 por bushel. A pressão decorre do avanço da colheita nos Estados Unidos e da expectativa de que o USDA eleve a previsão de estoques finais no relatório trimestral. O fortalecimento do dólar frente ao euro também complicou a competitividade das exportações norte-americanas para a União Europeia.
Em sentido oposto, o trigo apresentou alta de 2,52%, fechando a US$ 6,86 por bushel. A valorização é sustentada pelas tensões no Mar Negro, onde novos ataques entre Rússia e Ucrânia elevaram o risco logístico para o escoamento de grãos, mantendo o mercado em alerta sobre o fluxo de suprimentos agrícolas na região.
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