Brasil

Sonda da NASA detecta cratera inédita de 222 metros na superfície lunar

Sonda da NASA identifica cratera de 222 metros na Lua. Impacto de asteroide em 2024 é o maior já registrado pelo monitoramento orbital da agência.

Ver resumo
  • A superfície da Lua, um ambiente marcado por bilhões de anos de colisões cósmicas, registrou recentemente uma alteração geológica de proporções significativas.
  • A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), operada pela NASA, identificou a formação de uma nova cratera com 222 metros de diâmetro, batizada…
  • O evento, ocorrido entre abril e maio de 2024, representa o maior impacto registrado desde que a agência espacial iniciou o monitoramento…
Sonda da NASA detecta cratera inédita de 222 metros na superfície lunar
Divulgação / NASA

A superfície da Lua, um ambiente marcado por bilhões de anos de colisões cósmicas, registrou recentemente uma alteração geológica de proporções significativas. A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), operada pela NASA, identificou a formação de uma nova cratera com 222 metros de diâmetro, batizada de McGetchin. O evento, ocorrido entre abril e maio de 2024, representa o maior impacto registrado desde que a agência espacial iniciou o monitoramento detalhado do satélite natural terrestre.

Dinâmica do impacto e origem do objeto espacial

A cratera McGetchin foi gerada pela colisão de um asteroide ou fragmento de cometa, cujo diâmetro estimado variava entre 9 e 21 metros. Ao atingir o solo lunar em altíssima velocidade, o objeto liberou uma energia cinética equivalente à detonação de 15,5 mil toneladas de TNT. O fenômeno ocorreu na região do Mar das Crises, uma vasta planície composta por lava solidificada.

Continua depois da publicidade

A confirmação da estrutura geológica ocorreu após especialistas analisarem imagens capturadas pela sonda orbital. O nome da cratera presta uma homenagem ao cientista Thomas McGetchin, pesquisador fundamental durante a era Apollo, cujos estudos sobre a formação de crateras ajudaram a compreender a evolução geológica da Lua.

Tecnologia de monitoramento e identificação

A descoberta só foi possível graças à precisão da LRO, que orbita a Lua desde 2009. Em outubro de 2025, o especialista Robert Wagner identificou uma alteração visual nítida ao comparar registros sobrepostos da superfície. A confirmação foi obtida por meio da câmera de ângulo estreito da sonda, que permite capturar imagens de altíssima resolução.

O processo de monitoramento é complexo, exigindo que o sistema de análise filtre milhares de variações causadas apenas por variações de luz e sombra. Essa tecnologia é essencial para distinguir mudanças reais no terreno da dinâmica visual do satélite, permitindo o rastreamento contínuo de impactos espaciais ativos. Mais detalhes sobre as operações da agência podem ser conferidos no portal oficial da NASA.

Riscos para futuras missões humanas

Diferente da Terra, a Lua não possui uma atmosfera densa capaz de desintegrar rochas espaciais, o que a deixa totalmente exposta a detritos. A dimensão da cratera McGetchin serve como um alerta para o planejamento de futuras instalações humanas, visto que o objeto causador era pequeno e de difícil detecção prévia.

Além da abertura do buraco, que possui 43 metros de profundidade, o impacto espalhou destroços por uma área de 96 quilômetros. O evento também gerou um ‘ponto frio’ no regolito, a camada de poeira e rocha solta que recobre o satélite. Analisar esses efeitos térmicos e estruturais é um passo crítico para garantir a segurança de astronautas e a integridade de bases permanentes em solo lunar.

Mais sobre este assunto