Trend do TikTok incentiva bronzeamento com cerveja; entenda como prática traz riscos à saúde

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Nos últimos meses, uma nova tendência vem ganhando força no TikTok. Pessoas estão gravando vídeos usando cervejas para potenciar o bronzeamento corporal. No entanto a prática é  controvérsia porque pode trazer perigos à saúde.

Usuários da rede que, supostamente, buscam um tom de pele mais bronzeado por meio da aplicação tópica de cerveja na pele, combinada com exposição ao sol.

Os vídeos se tornaram virais, acumulando milhares de visualizações e curtidas. No entanto, profissionais de saúde e especialistas alertam para os riscos associados a essa moda, que vão muito além da simples busca por uma pele bronzeada.

Os tiktokers dizem que o método oferece o “melhor bronzeado de todos os tempos”, além de ser uma “maneira barata de se bronzear mais rápido”, mas especialistas divergem.

@georgedutraferea

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Entenda os riscos

Camila Hofmann, dermatologista do Hospital Vergueiro, em São Paulo, explica que o bronzeamento, em qualquer nível que seja, não é seguro.

“O bronzeamento nada mais é do que o aumento da pigmentação da pele que, na verdade, é a resposta a uma proteção contra a radiação solar”, conta.

Substâncias usadas para aumentar ou acelerar a ação da radiação solar podem queimar a pele, sendo elas, por exemplo: cerveja, sal grosso, óleo de avião, refrigerantes, plantas, entre outros produtos.

“Falando em bebida alcoólica, temos ainda o álcool, uma substância corrosiva. Portanto, não é recomendado. Além de não proteger a pele, piora a exposição solar. Literalmente, pode ‘fritar’ a pele”, explica a dermatologista, ao detalhar que a combinação de cerveja com exposição ao sol pode aumentar o risco de queimaduras solares e danos severos, incluindo o envelhecimento precoce e o aumento do risco de câncer de pele.

A dermatologista ainda explica que o bronzeamento feito naturalmente, no dia a dia, pode contribuir com uma alteração no DNA celular. Com o passar dos anos, essa modificação pode produzir células que não são naturais e tornar-se câncer de pele.

A exposição solar, sendo ela “acelerada” ou não, causa muitos outros danos à pele além do câncer, tais como: aumento da degradação do colágeno, envelhecimento precoce, desenvolvimento de rugas, flacidez e manchas.

De acordo com a médica, espaços que prometem bronzeados artificias e duradouros precisam causar alerta nos usuários que buscam uma maneira rápida de adquirir um tom de pele dourado, já que a exposição frequente e prolongada à radiação UV, seja do sol ou de fontes artificiais, está fortemente ligada ao aumento do risco de desenvolvimento de câncer de pele entre outras consequências.

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Mitos e verdades sobre bronzeamento

  • Pessoas com mais melanina têm mais resistência aos raios ultravioletas

Verdade. Tons mais escuros de pele, por terem mais melanina, são mais resistentes à radiação UV. Contudo, todas as pessoas estão suscetíveis aos danos causados pelos raios ultravioletas.

  • Todo câncer de pele está relacionado à exposição ao sol

Mito. A patologia também relaciona-se com fatores genéticos. No entanto, a exposição ao sol é um dos principais fatores de riscos para a doença.

  • Bronzeamentos artificiais com substâncias naturais são inofensivos

Mito. Como dito anteriormente, os raios UVA e UVB produzidos pelo sol atingem o corpo e penetram profundamente na pele e. O efeito cumulativo pode provocar diversas consequências.

Portanto, independente da técnica artificial utilizada, danos poderão ser considerados. “Não existe nenhum tipo de bronzeamento, que envolva radiação, que seja considerado seguro”, afirma a especialista.

  • Protetor solar é necessário apenas em dias ensolarados

Mito. O protetor solar protege a pele dos raios ultravioletas. No entanto, para que isso ocorra, é necessário que o produto seja usado corretamente, seguindo, se possível, orientações médicas.

Importante destacar, inclusive, que os raios UV podem penetrar nuvens e atingir a pele mesmo em dias nublados. Portanto, o uso de protetor solar é aconselhado diariamente, independentemente das condições climáticas.

  • É preciso reaplicar o protetor solar após o contato com a água

Verdade. É preciso replicar o produto para que a sua eficácia se mantenha, principalmente depois dos banhos de mar e/ou piscina ou mesmo se estiver muito calor e a pele transpirar muito.

  • A proteção solar precisa ser feita desde o nascimento

Verdade. Até os 6 meses de idade, não é recomendada a exposição solar. Dos 6 meses aos 2 anos, o contato deve ser mínimo e utilizando protetor solar adequado pra idade. Já a partir dos 2 anos, a proteção deve ser intensa até a fase adulta.

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Fonte : CNN BRASIL

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