O Ibovespa fechou em alta e o dólar voltou a cair ante o real nesta terça-feira (20), com mercados analisando novos dados da China e à espera da ata do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), que será publicada nesta quarta-feira (21).

A China anunciou nesta terça-feira a maior redução já registrada na taxa de referência para hipotecas, conforme as autoridades buscam sustentar o mercado imobiliário e a economia em geral.

O principal índice do mercado doméstico fechou com alta de 0,68%, na faixa dos 129.916 pontos, sustentado pelas ações de bancos.

Já o dólar encerrou o dia com perda de 0,61% ante o real, negociado a R$ 4,931 na venda, em linha com do índice que compara o dólar a uma cesta de pares fortes.

Bancos sustentam alta, Vale cai

A alta do Ibovespa foi sustentada pelas ações de bancos, com Itaúsa (ITUS4) subindo 3,04%, enquanto BTG Pactual (PBAC11) valorizou quase 1,14%.

Já Bradesco (BBDC4) ganhou 2,34% após o Goldman Sachs elevaram a recomendação das ações do Bradesco para “neutra” ante “venda”, e mantiveram o preço-alvo dos papéis em R$ 14, ponderando que ainda há um “longo caminho para a recuperação” do banco, mas que os riscos negativos provavelmente estão precificados.

Na direção oposta, Vale (VALE3) – ação com maior peso no Ibovespa – perdeu mais de 2,19% com declínio dos futuros do minério de ferro na China, em meio a preocupações crescentes sobre as perspectivas de demanda.

Já as altas do dia são lideradas pelo Carrefour (CRFB3), com avanço de 11,16%, mesmo após um prejuízo líquido de R$ 565 milhões no quarto trimestre, contra lucro de R$ 426 milhões um ano antes, em resultado afetado por custos decorrentes do fechamento de lojas físicas.

O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 1,88 bilhão no trimestre, acima da média das projeções compiladas pela LSEG, que apontava R$ 1,72 bilhão.

Atenção ao Fed

Na volta do feriado nos EUA, o foco se volta para a quarta-feira, quando o Fed divulga a ata de sua última reunião sobre a política monetária.

Na ocasião, a autoridade monetária optou por manter inalteradas as taxas de juros da economia americana entre 5,25% e 5,50% ao ano.

A expectativa é grande, visto que o documento por trazer pistas sobre os próximos passos da instituição. Tudo isso após dados de atividade e de inflação acima do esperado na semana passada.

Segundo dados do FedWatch, do grupo CME, o início do corte dos juros deve ficar apenas para julho.

Ainda no exterior, a China anunciou nesta terça-feira uma redução de 25 pontos-base na taxa primária de empréstimos (LPR) de cinco anos, que foi a maior desde que ela foi adotada em 2019 e muito mais do que os analistas esperavam.

*Com informações de Reuters

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Fonte : CNN BRASIL