Resgate em área de difícil acesso
Um acidente envolvendo um helicóptero mobilizou equipes de salvamento no interior de São Paulo entre a madrugada de sábado e domingo (20). A aeronave, que seguia de Guararema com destino a Londrina, no Paraná, caiu em uma região de mata fechada no município de Iaras. O resgate foi complexo devido às condições do terreno, que apresentava estradas de terra com lama e vegetação densa.
A localização dos ocupantes foi possível após uma das vítimas conseguir estabelecer contato e comunicar o ocorrido. A Polícia Militar de São Paulo e o Corpo de Bombeiros utilizaram o helicóptero Águia para realizar as buscas aéreas e terrestres. Os três sobreviventes foram encaminhados para atendimento médico no Pronto-Socorro de Avaré.
Estado de saúde dos ocupantes
O processo de retirada das vítimas durou horas, sendo concluído apenas no início da tarde. O piloto foi o primeiro a ser resgatado, por volta das 10h30, apresentando ferimentos nos membros inferiores, na região da bacia e fortes dores na coluna. O copiloto também sofreu lesões na coluna e suspeita de fraturas nas pernas.
O passageiro, que permaneceu dentro da estrutura da aeronave durante as operações iniciais, foi o último a ser retirado, por volta das 12h30. O estado de saúde detalhado dos envolvidos segue sob acompanhamento das equipes médicas da região.
Investigações e situação da aeronave
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão subordinado à Força Aérea Brasileira, iniciou os procedimentos para apurar as causas do acidente. O trabalho técnico envolve a coleta de dados e a análise dos danos causados à estrutura do helicóptero para identificar fatores contribuintes e emitir recomendações de segurança.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que a aeronave, um modelo Agusta A109C, possuía pendências documentais graves. O certificado de aeronavegabilidade estava cancelado e o certificado de verificação de aeronavegabilidade encontrava-se vencido desde 2019. Além disso, o helicóptero não possuía autorização para realizar transporte comercial ou táxi-aéreo, operando sob restrições judiciais referentes ao seu inventário. Mais informações sobre a segurança aérea podem ser consultadas no portal oficial da Anac.
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